terça-feira, 30 de setembro de 2008

Fábola do sapo e do escorpião

Era uma vez um sapo que estava tranquilamente sentado em uma pedra a coaxar.
Então ele ouviu uma vozinha chamando-o.
Olhou para o lado e viu um escorpião.
Temeu, pois conhecia a fama do escorpião, de traidor.
O escorpião lhe disse :
_ Sapo, eu preciso atravessar esse lago.
Porém,não sei nadar.
Você poderia levar-me nas costas até o outro lado?
_Dizem que você é traidor e seu veneno mortal.
E se você me picar, eu morro, respondeu o sapo preocupado.
O escorpião sorriu dizendo:
_Eu não vou poder picá-lo.
Se eu o fizer, você morre e eu caio na água.
Morro também. Não sei nadar e também não sei sobreviver na água.
Meu território é a terra.
O sapo pensou, pensou e concluiu que o escorpião tinha razão.
Ele estaria indefeso no lago se, ele(o sapo) morresse.
Aproximou-se da margem e permitiu que o escorpião subisse em suas costas, pondo-se a nadar logo em seguida.
Quando estavam quase no meio do lago, onde ele era mais profundo, o sapo sentiu uma dor imensa e percebeu qie tinha sido picado.
Então, indignado, disse ao escorpião.
_Escorpião, estamos no meio do lago e você me picou!?
Estou morrendo e você também morrerá.
E, lastimando-se, o escorpião lhe disse:
_Desculpe, mas é minha natureza!

Esta fábula nos fala dos limites de cada um de nós.
Sem o conhecimento(discernimento) para alicerçarmo-nos, fazemos como o escorpião, mesmo que isso custe a nossa vida;
assim como retrata uma grande ingratidão.
A evolução é um imenso lago, onde muitas vezes somos carregados e outras tantas vezes carregamos.
Pense no que tem feito em sua vida:
agido como sapo ou escorpião?

Fábula extraída do livro "Amigos para Sempre"
- psicografado por Amarillis de Oliveira

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