terça-feira, 15 de setembro de 2009

Verdadeira Amizade

Certa vez um soldado disse ao seu tenente:
- Meu amigo não voltou do campo de batalha, senhor, solicito permissão para ir buscá-lo.
- Permissão negada, replicou o oficial. Não quero que arrisque a sua vida por um homem que provavelmente está morto.
O soldado, ignorando a proibição, saiu, e uma hora mais tarde regressou, mortalmente ferido, transportando cadáver de seu amigo.

O oficial estava furioso:
- Já tinha dito que ele estava morto!!! Agora eu perdi dois homens!!!
Diga-me Valeu a pena trazer um cadáver?
E o soldado, moribundo, respondeu:
- Claro! que sim, senhor! Quando o encontrei, ele ainda estava vivo e pôde me dizer:
- "Tinha certeza que você viria!"

Autor Desconhecido

segunda-feira, 14 de setembro de 2009

Se amar fosse fácil

Se amar fosse fácil,
não haveria tanta gente amando mal,
nem tanta gente mal amada.

Se amar fosse fácil,
não haveria tanta fome,
nem tantas guerras,
nem gente sem sobrenome.

Se amar fosse fácil,
não haveria crianças nas ruas sem ter ninguém,
nem haveria orfanatos,
porque as famílias serenas adotariam mais filhos,
nem filhos mal concebidos,
nem esposas mal amadas,
nem mixês,
nem prostitutas.

Se amar fosse tão fácil,
não haveria assaltantes e as mulheres gestantes não tirariam seu feto,
nem haveria assassinos,
nem preços exorbitantes nem os que ganham demais,
nem os que ganham de menos.

Se amar fosse tão fácil nem soldados haveria,
pois ninguém agrediria,
no máximo ajudariam no combate ao cão feroz.
Mas o amor é sentimento que depende de um "eu quero",
seguido de um "eu espero";
e a vontade é rebelde, o homem,
um egoísta que maximiza seu "eu" por isso,
o amor é difícil.

Cristo não estava brincando quando nos disse para amar.
E, quando morreu amando, deu a suprema lição.
Não se ama por ser fácil,
ama-se porque é preciso!

Autor Desconhecido

quarta-feira, 9 de setembro de 2009

Você está vivendo ?

Era seu último dia de vida, mas ele ainda não sabia disso.
Naquela manhã, sentiu vontade de dormir mais um pouco. Estava cansado porque na noite anterior fora se deitar muito tarde. Também não havia dormido bem. Tinha tido um sono agitado. Mas logo abandonou a idéia de ficar um pouco mais na cama e se levantou, pensando na montanha de coisas que precisa fazer na empresa.

Lavou o rosto e fez a barba correndo, automaticamente. Não prestou atenção no rosto cansado nem nas olheiras escuras, resultado das noites mal dormidas. Nem sequer percebeu um aglomerado de pêlos teimosos que escaparam da lâmina de barbear.

 A vida é uma seqüência de dias vazios que precisamos preencher, pensou enquanto jogava a roupa por cima do corpo.

Engoliu o café e saiu resmungando um bom dia sem convicção. Desprezou os lábios da esposa, que se ofereciam para um beijo de despedida. Não notou que os olhos dela ainda guardavam a doçura de mulher apaixonada, mesmo depois de tantos anos de casamento. Não entendia por que ela se queixava tanto da ausência dele, e vivia reivindicando mais tempo para ficarem juntos. Ele estava conseguindo manter o elevado padrão de vida da família, não estava? Isso não bastava?

Claro que ele não teve tempo para esquentar o carro nem sorrir quando o cachorro, alegre, abanou o rabo. Deu a partida e acelerou. Ligou o rádio, que tocava uma antiga canção do Roberto Carlos,  detalhes tão pequenos de nós dois...

Pensou que não tinha mais tempo para curtir detalhes tão pequenos da vida. Anos atrás, gostava de assistir ao programa de Roberto Carlos nas tardes de Domingo. Mas isso fazia parte de outra época, quando podia se divertir mais.

Pegou o telefone celular e ligou para sua filha. Sorriu quando soube que o netinho havia dado os primeiros passos. Ficou sério quando a filha lembrou-o de que há tempos ele não aparecia para ver o neto e o convidou para almoçar. Ele relutou bastante: sabia que iria gostar muito de estar com o neto, mas não podia, naquele dia, dar-se ao luxo de sair da empresa. Agradeceu o convite, mas respondeu que seria impossível. Quem sabe no próximo final de semana: Ela insistiu, disse que sentia muita saudade e que gostaria de poder estar com ele na hora do almoço. Mas ele foi irredutível: realmente, era impossível.

Chegou à empresa e mal cumprimentou as pessoas. A agenda estava totalmente lotada, e era muito importante começar logo a atender seus compromissos, pois tinha plena convicção de que pessoas de valor não desperdiçam seu tempo com conversa fiada.

No que seria sua hora do almoço, pediu para a secretária trazer um sanduíche e um refrigerante diet. O colesterol estava alto, precisava fazer um chek-up, mais isso ficaria para o mês seguinte. Começou a comer enquanto lia alguns papéis que usaria na reunião da tarde. Nem observou que tipo de lanche estava mastigando.

Enquanto relacionava os telefonemas que deveria dar, sentiu um pouco de tontura, a vista embaçou. Lembrou-se do médico advertindo-o, alguns dias antes, quando tivera os mesmos sintomas, de que estava na hora de fazer um check-up. Mas ele logo conclui que era um mal estar passageiro, que seria resolvido com um café forte, sem açúcar.

Terminado o almoço, escovou os dentes e voltou à sua mesa.  A vida continua, pensou. Mais papéis para ler, mais decisões a tomar, mais compromissos a cumprir. Nem tudo saía como ele queria. Começou a gritar com o gerente, exigindo que este cumprisse o prometido. Afinal, ele estava sendo pressionado pela diretoria. Tinha de mostrar resultados. Será que o gerente não conseguia entender isso?

Saiu para a reunião já meio atrasado. Não esperou o elevador. Desceu as escadas pulando de dois em dois degraus. Parecia que a garagem estava a quilômetros de distância, encravada no miolo da terra, e não no subsolo do prédio.

Entrou no carro, deu a partida e, quando ia engatar a primeira marcha, sentiu de novo o mal estar. Agora havia uma dor forte no peito. O ar começou a faltar...a dor foi aumentando...o carro desapareceu...os outros carros também...Os pilares, as paredes, a porta, a claridade da rua, as luzes do teto, tudo foi sumindo diante de seus olhos, ao mesmo tempo em que surgiam cenas de um filme que ele conhecia bem. Era como se o videocassete estivesse rodando em câmara lenta. Quadro a quadro, ele via a esposa, o netinho, à filha e, umas após outras, todas as pessoas de que mais gostava.

Por que mesmo não tinha ido almoçar com a filha e o neto? O que a esposa tinha dito á porta de casa quando ele estava saindo, hoje de manhã? Por que não foi pescar com os amigou no último feriado? A dor no peito persistia, mas agora outra dor começava a perturbá-lo: a do arrependimento. Ele não conseguia distinguir qual era a mais forte, a da coronária entupida ou a de sua alma rasgando.

Escutou o barulho de alguma coisa quebrando de seu coração, e de seus olhos escorreram lágrimas silenciosas. Queria viver, queria ter mais uma chance, queira voltar para casa e beijar a esposa, abraçar a filha, brincar com o neto...Queria...Queria...Mas não havia mais tempo...

Roberto Shinyashiki


Minha nota : Não serão as pessoas que amamos muito mais importântes que o status social que as pessoas procuram desesperadamente ter ? Mais uma vez aqui o materialismo a ser chaga da humanidade.

segunda-feira, 7 de setembro de 2009

Para viver um grande amor

É preciso abrir todas as portas que te fecham o coração.
Quebrar barreiras construídas ao longo do tempo,
por amores do passado que foram em vão...

É preciso muita renúncia em ser e mudança no pensar.
É não esquecer que ninguém vem perfeito para nós !
É preciso ver o outro com os olhos da alma e se deixar cativar !

É preciso renunciar ao que não agrada ao seu amor...
para que se moldem um ao outro como se molda uma escultura !
Aparando as arestas que podem machucar.
É como lapidar um diamante bruto... para fazê-lo brilhar !

E quando decidires que chegou a tua hora de amar,
lembra-te que é preciso haver identificação de almas !
De gostos, de gestos, de pele no modo de sentir e pensar !

PARA VIVER UM GRANDE AMOR...

É preciso ver a luz iluminar sua aura,
dando uma chance para que o amor te encontre !
Na suavidade morna de uma noite calma.
É preciso se entregar de corpo e alma !

É preciso ter dentro do coração um sonho:
que se acalenta no desejo de amar e ser amada!
É preciso conhecer no outro o ser tão procurado!

É preciso conquistar e se deixar seduzir...
entrar no jogo da sedução e deixar fluir !
Amar com emoção para saber sentir,
a sensação do momento em que o amor te devora !

E quando você estiver vivendo no clímax dessa paixão,
que sinta que essa foi a melhor das tuas escolhas !
Que foi teu grande desafio... e o passo mais acertado,
de todos os caminhos da tua vida trilhado !

Mas se assim não for! que nunca te arrependas pelo amor dado !
Faz parte da vida arriscar-se por um sonho...
por que se não fosse assim nunca teríamos sonhado !

Mas antes de tudo, que você saiba que tem um aliado,
ele se chama TEMPO é teu melhor amigo.
Só ele pode te dar todas as certezas do amanhã...
A certeza que você realmente amou...
A certeza se realmente foste amado...

Autor Desconhecido

Faça

Faça mais do que existir - VIVA

Faça mais do que tocar - SINTA

Faça mais do que olhar - OBSERVE

Faça mais do que ler - ABSORVA

Faça mais do que ouvir - COMPREENDA

John H. Rhoades

sexta-feira, 4 de setembro de 2009

Viver como as flores

-"Mestre, como faço para não me aborrecer?
Algumas pessoas falam demais, outras são ignorantes, algumas são indiferentes.
Sinto ódio das que são mentirosas.

Sofro com as que caluniam.
- POIS VIVA COMO AS FLORES!, advertiu o mestre.
- Como é viver como as flores? Perguntou o discípulo.
Repare nestas flores, continuou o mestre, apontando lírios que cresciam no jardim.
Elas nascem no esterco, entretanto, são puras e perfumadas.
Extraem do adubo malcheiroso tudo que lhe e útil e saudável, mas não permitem que o azedume da terra manche o frescor das suas pétalas.
É justo angustiar-se com as próprias culpas, mas não e sábio permitir que os vícios dos outros o importunem.
Os defeitos deles são deles, e não seus.
Se não são seus, não há razão para aborrecimento.
Exercite a virtude de rejeitar todo o mal que vem de fora.

ISSO É VIVER COMO AS FLORES!".

Autor Desconhecido

quinta-feira, 3 de setembro de 2009

Movimento contra a descriminação racial

Isso aconteceu num võo da BRITISH AIRWAYS entre JOHANNESBURGE e LONDRES.

Uma senhora branca, de uns cinquenta anos, senta-se ao lado de um negro.
Visivelmente perturbada, ela chama a aeromoça.
- Qual o problema? Pergunta a aeromoça.
- Mas você não esta vendo? Responde a senhora.
Você me colocou ao lado de um negro.
Me dê outro assento.
- Por favor senhora, acalma-se. Diz a aeromoça.
- Quase todos os lugares deste vôo estão tomados. Vou ver se há algum lugar disponível.
A aeromoça se afasta e volta alguns minutos depois.
- Minha senhora, como eu suspeitava, não há lugar vago na classe económica.
Eu conversei com o comandante e ele me confirmou que não há mais lugares na executiva. Entretanto ainda temos um lugar na primeira classe.
Antes que a senhora pudesse fazer qualquer comentário, a aeromoça continua:
- É totalmente inusitado a companhia conceder um assento de primeira classe a alguém da classe económica, mas, dadas as circunstâncias, o comandante considerou que seria escandaloso alguém ser obrigado a sentar ao lado de uma pessoa tão repugnante.
E dirigindo-se ao negro, a aeromoça completou:
- Portanto senhor, se for de sua vontade, pegue seus pertences que o assento da primeira classe está à sua espera.
"E todos os passageiros ao redor que, chocados, acompanhavam a cena, levantaram-se e aplaudiram".

Movimento Contra a Discriminação Racial.
Você pode ajudar...
Comece enviando esta mensagem para todos os seus amigos.

terça-feira, 1 de setembro de 2009

Gestos que salvam vidas

A chuva caía fina e gélida na tarde quieta. Longe, na estrada, um carro parou. Era pequeno e meio velho.
Um rapaz saltou, levantou o capô e se pôs a mexer em tudo que viu.
O fazendeiro, de onde estava, pensou: "coitado. Pelo jeito, não entende de mecânica."
Vestiu sua capa de chuva e caminhou até a estrada. O jovem estava muito nervoso, mexia no carro, voltava, tentava dar a partida, passava as mãos pelos cabelos.
"Quer ajuda?"
O rapaz parecia preste a chorar.
"É a bobina." - diagnosticou o fazendeiro, depois de uma boa olhada.
Buscou seu cavalo, rebocou o carro até o seu celeiro e com seu próprio carro, foi à cidade comprar uma bobina nova.
Estranhou que, ao chegar à loja, o rapaz não quisesse entrar.
Deu-lhe o dinheiro necessário e disse que tinha vergonha, por estar molhado.
Algum tempo depois com o carro funcionando, pronto para partir, a esposa do fazendeiro insiste para que fique para o jantar.
Não era hábito convidar estranhos para adentrar a casa. Contudo, aquele rapaz parecia aflito, meio perdido. Poderia, talvez ser seu filho.
Ele quase não comeu. Continuava preocupado, ansioso. A chuva se fez mais forte. O casal preparou o quarto de hóspedes e pediu que ficasse.
Na manhã seguinte, suas roupas estavam secas e passadas. Ele se mostrava menos inquieto. Alimentou-se bem e despediu-se.
Quando pegou a estrada, aconteceu uma coisa estranha. Ele tomou a direção oposta da que seguia na noite anterior. Isto é, voltou para a capital.
O casal concluiu que ele se confundira na estrada.
O tempo passou. Os dias se transformaram em semanas, meses e anos. Então, chegou uma carta endereçada ao fazendeiro:
"Sr. Mcdonald,
Não imagino que o senhor se lembre do jovem a quem ajudou, anos atrás, quando o carro dele quebrou.
Imagine que, naquela noite, eu estava fugindo. Eu tinha no carro uma grande soma de dinheiro que roubara de meu patrão.
Sabia que tinha cometido um erro terrível, esquecendo os bons ensinamentos de meus pais.
Mas o senhor e sua mulher foram muito bons para mim. Naquela noite, em sua casa, comecei a ver como estava errado.
Antes de amanhecer, tomei uma decisão. No dia seguinte, voltei ao meu emprego e confessei o que fizera.
Devolvi todo o dinheiro ao meu patrão e lhe implorei perdão.
Ele podia ter me mandado para a prisão. Mas, por ser um homem bom, me devolveu o emprego. Nunca mais me desviei do bom caminho.
Estou casado. Tenho uma esposa adorável e duas lindas crianças.
Trabalhei bastante.
Não sou rico, mas estou numa boa situação.
Poderia lhe recompensar generosamente pelo que o senhor fez por mim naquela noite. Mas não acredito que o senhor queira isso.
Então resolvi criar um fundo para ajudar outras pessoas que cometeram o mesmo erro que eu. Desta forma, acredito poder pagar pelo meu erro.
Que Deus o abençoe, senhor, e a sua bondosa esposa, que me ajudou ainda mais do que o senhor sabia."
Enquanto o casal lia, os olhos se encheram de lágrimas. Quando acabaram, a esposa colocou a carta sobre a mesa e citou versículos do capítulo 25 do Evangelho de Mateus:
"Era peregrino, e me recolheste. Tive fome e me destes de comer. Tive sede e me destes de beber.
Estava nu, e me vestistes. Estava enfermo e me visitastes.
Estava no cárcere e me fostes ver.
Em verdade, todas as vezes que fizestes isto a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes."

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base no cap. O visitante da noite, de Hartley F. Dailey, do livro Histórias para aquecer o coração dos pais, de Jack Canfield, Mark Victor Hansen, Jeff Aubery, Mark & Chrissy Donnely, Ed. Sextante e Evangelho de Mateus, cap. 25, vers.35, 36 e 40.