sexta-feira, 29 de maio de 2009

Desejo

Desejo, primeiro, que você ame,
E que amando, também seja amado.
E que se não for, seja breve em esquecer.
E que esquecendo, não guarde mágoa.

Desejo, pois, que não seja assim,
Mas, se for, saiba ser sem desesperar.
Desejo também que tenha amigos,
Que mesmo maus e inconsequentes,
Sejam corajosos e fiéis,
E que pelo menos num deles
Você possa confiar sem duvidar.

E porque a vida é assim,
Desejo ainda que você tenha inimigos.
Nem muitos, nem poucos,
Mas na medida exata para que, algumas vezes,
Você se interpele a respeito
De suas próprias certezas.
E que entre eles haja pelo menos um que seja justo,
Para que você não se sinta demasiado seguro.

Desejo, depois, que você seja útil,
Mas não insubstituível.
E que nos maus momentos
Quando não restar mais nada
Essa utilidade seja suficiente para manter você de pé.

Desejo, ainda, que você seja tolerante,
Não com os que erram pouco, porque isso é fácil,
Mas com os que erram irremediavelmente,
E que fazendo bom uso dessa tolerãncia,
Você sirva de exemplo aos outros.

Desejo que você, sendo jovem,
Não amadureça depressa demais.
E que sendo maduro, não insista em rejuvenescer;
E que sendo velho, não se dedique ao desespero.
Porque cada idade tem o seu prazer e a sua dor e
é preciso deixar que eles escorram por entre nãos.

Desejo, por sinal, que você seja triste,
Não o ano todo, mas apenas um dia.
Mas que nesse dia descubra
Que o riso diário é bom,
O riso habitual é insosso
e o riso constante é insano.

Desejo que você descubra,
Com o máximo de urgência,
Acima e a respeito de tudo, que existem oprimidos,
Injustiçados e infelizes, e que estão à sua volta.

Desejo, ainda, que você afague um gato,
Alimente um cão
E ouça o joão-de-barro
Erguer triunfante o seu canto matinal
Porque, assim, você se sentirá bem por nada.

Desejo também que você plante uma semente,
Por mais minúscula que seja,
E acompanhe o seu crescimento,
Para que você saiba de quantas
Muitas vidas é feita uma árvore.

Desejo, outrossim, que você tenha dinheiro,
Porque é preciso ser prático.
E que pelo menos uma vez por ano
Coloque um pouco dele
Na sua frente e diga Isso é meu,
Só para que fique bem claro quem é o dono de quem.

Desejo também que nenhum de seus afetos morra,
Por ele ou por você,
Mas que se morrer, você possa chorar
Sem se lamentar e sofrer sem se culpar.

Desejo, por fim, que você, sendo homem,
Tenha uma boa mulher,
E que, sendo mulher,
Tenha um bom homem.
E que se amem hoje, amanhâ e nos dias seguintes,
E quando estiverem exaustos e sorridentes,
Ainda haja amor para recomeçar.
E se tudo isso acontecer,
Nâo tenho mais nada a lhe desejar"
Victor Hugo

quarta-feira, 27 de maio de 2009

Vida após a vida

Num artigo muito interessante, Paulo Angelim, que é arquiteto pós-graduado em Marketing, dizia mais ou menos o seguinte:
"Não estamos acostumados a ligar a palavra morte apenas à ausência de vida e isso é um erro.
Existem outros tipos de morte e não precisamos morrer todo dia.
A morte nada mais é do que uma passagem, uma transformação.
Não existe planta sem a morte da semente, não existe embrião sem a morte do óvolo e do esperma.
Não existe borboleta sem a morte da lagarta, isso é óbvio!
A morte nada mais é do que o ponto de partida para o início de algo novo.
Há a fronteira entre o passado e o futuro.
Se você quer ser um bom universitário, mate dentro de você o secundarista aéreo, que acha que ainda tem muito tempo pela frente.
Quer ser um bom profissional? Então mate dentro de você o universitário descomprometido, que acha que a vida se resume a estudar só o suficiente para fazer as provas.
Quer ter um bom relacionamento?
Então mate dentro de você o jovem inseguro ou ciumento ou o solteiro solto, que pensa poder fazer planos sozinho, sem ter que dividir espaços, projetos e tempo com mais ninguém.
Enfim, todo processo de evolução exige que matemos o nosso "eu" passado, inferior.
E qual o risco de não agirmos assim?
O risco está em tentarmos ser duas pessoas ao mesmo tempo, perdendo o nosso foco, comprometendo nossa produtividade e, por fim, prejudicando nosso sucesso.
Muitas pessoas não evoluem porque ficam se agarrando ao que eram, não se projetam para o que serão ou desejam ser.
Elas querem a nova etapa, sem abrir mão da forma como pensavam ou como agiam.
Acabam se transformando em projetos inacabados, hé­bridos, adultos "infantilizados".
Podemos até agir, às vezes, como meninos, de tal forma que não matemos virtudes de criança que também são necessárias a não, adultos, como:
brincadeira, sorriso fácil vitalidade, criatividade...
Mas, se quisermos ser adultos, devemos necessariamente matar pensamentos infantis, para passarmos a pensar como adultos.
Quer ser alguém (lí­der, profissional, pai ou mãe, cidadão ou cidadâ, amigo ou amiga) melhor e mais evoluí­do?
Então, o que você precisa matar em si ainda hoje para que nasça o ser que você tanto deseja ser?
Pense nisso e morra!
Mas não esqueça de nascer melhor ainda!"

Paulo Angelim

terça-feira, 26 de maio de 2009

Teu Livro

A existência na Terra é um livro que estais escrevendo...
Cada dia é uma página ...
Cada hora é uma afirmação de tua personalidade através das pessoas e das situações que te buscam.
Não menosprezes o ensejo de criar uma epopéia de amor em torno de teu nome.
As boas obras são frases de luz que endereças à humanidade inteira.
Em cada resposta aos outros, em cada gesto os semelhantes, em cada manifestação dos teus pontos de vista e em cada demonstração de tua alma, grafas com tinta perene, a história de tua passagem.
Nas impressões que produzes, ergue-se o livro dos teus testemunhos.
A morte é a grande colecionadora que recolherá as folhas de tua biografia, gravada por ti mesmo, nas vidas que te rodeiam.
Não desprezes, assim, a companhia da indulgência, através da senda que o Senhor te deu a trilhar.
Faze uma Área de amor ao redor do próprio coração, porque só o amor é suficientemente forte e sábio para orientar-se escritura individual, convertendo-a em compéndio de auxilio e esperança para quantos te seguem os passos.
Vive, pois com Jesus, na intimidade do coração, não te afastes d'Ele em tuas atitudes de cada dia e o livro de tua vida converter-se-á num poema de felicidade e num tesouro de bençãos.

[Emmanuel]
[Francisco Cándido Xavier]
[Vida e Caminho]

segunda-feira, 18 de maio de 2009

Pedi a Deus

Eu pedi a Deus para tirar a minha dor.
Deus me disse não.
Não cabe a mim tirá-la, mas a você desistir dela.
Eu pedi a Deus para fazer com que meu filho deficiente físico fosse perfeito.
Deus me disse não.
Seu espírito é perfeito e seu corpo é apenas provisório.
Eu pedi a Deus para me dar paciência.
Deus me disse não.
A paciência é um derivado de tribulações não é doada, é conquistada.
Eu pedi a Deus para me dar felicidade.
Deus me disse não.
Eu lhe dou bênçãos. A felicidade depende de você.
Eu pedi a Deus para me proteger da dor.
Deus me disse não.
O sofrimento lhe separa dos conceitos do mundo e lhe traz mais perto de mim.
Eu pedi a Deus para fazer o meu espirito crescer.
Deus me disse não.
Você tem que crescer sozinho, mas eu lhe podarei para que você possa dar frutos.
Eu pedi a Deus todas as coisas para que eu pudesse gostar da vida.
Deus me disse não.
Eu lhe dou vida para que você possa gostar de todas as coisas.
Eu pedi a Deus para me ajudar a AMAR os outros, o tanto que Ele me ama.
Deus me disse...Ahhh, finalmente você captou a ideia!
"Ama ao teu próximo como a ti mesmo".

Autor Desconhecido

sábado, 9 de maio de 2009

Só se aprende a fazer, fazendo

Brandon, no auge de seus seis anos de idade, levantou-se mais cedo em uma manhã de sábado, disposto a preparar uma boa surpresa para seus pais.
Queria fazer panquecas para o café da manhã.
Pegou uma tigela e uma colher, subiu numa cadeira, abriu o armário, e puxou a lata de farinha.
Acabou derramando todo o conteúdo no chão. Juntou um pouco da farinha e jogou na tigela. Misturou uma xícara de leite e acrescentou açucar, enquanto deixava rastros por toda a cozinha.
Ele estava coberto de farinha e frustrado. Queria preparar uma boa surpresa para sua mãe e para seu pai, mas estava estragando tudo.
Agora ele não sabia o que fazer, se colocava tudo no microondas ou no fogão e sequer sabia como fazer o fogão funcionar!
De repente, ele viu o gatinho lambendo a tigela e o expulsou da cozinha, mas acabou derrubando uma cartela de ovos ao chão.
Freneticamente tentou limpar aquela monumental bagunça mas escorregou nos ovos, lambuzando todo o seu pijama.
Foi aí que ele viu o seu pai parado, na porta da cozinha, a observá-lo.
Assustado, Brandon arregalou os olhos. Tudo que ele pretendia fazer era preparar uma boa surpresa. Mas o que conseguiu mesmo foi fazer uma terrível bagunça.
O garoto estava certo de levar uma tremenda bronca, talvez até mesmo uma surra.
Mas o seu pai, atravessando cuidadosamente aquela bagunça, tomou-o nos braços e o acariciou, sujando também o próprio pijama.

***

Assim também acontece conosco e com Deus, nosso Pai Maior.
Na tentativa de acertar, por vezes acabamos fazendo uma tremenda confusão, uma bagunça, e ficamos sem saber o que fazer.
Certos de que receberemos um tremendo castigo, somos surpreendidos com uma nova chance para tentar de novo, uma nova manhã para exercitar outra vez, uma nova existência para fazer bem feito.
Deus, que é a inteligência suprema do universo, um pai amoroso e justo, sabe que só se aprende a fazer, fazendo.
É por essa razão que nos oferece tantas chances quantas forem necessárias para que o aprendizado se efetive, tanto no aspecto intelectual como no moral.
Só assim que voltamos inúmeras vezes ao palco terreno, através da reencarnação, para aperfeiçoar nosso espírito e galgar novos degraus na escada evolutiva.
E só assim que vamos aprendendo a lidar com nossas virtudes e vícios, ampliando as primeiras e transformando os segundos, até atingir a perfeição relativa que cabe a todos os filhos de Deus.

Você sabia?

Você sabia que o espírito não consegue aprender tudo em uma única existência ?
Por isso é que precisamos renascer várias vezes na terra até que consigamos conhecer e viver todas as lições que esta escola pode nos oferecer.
Conforme ensinou Jesus, o Mestre dos Mestres, para entrar no reino dos céus é preciso nascer de novo tantas vezes quantas sejam necessárias, até que possamos fazer brilhar a nossa luz.
Até que consigamos superar essa etapa chamada humanidade e alcançar a condição de espírito puro, à imagem e semelhança de Deus, nosso criador, que é a luz por excelência.

Equipe de Redação do Momento Espírita, com base em texto traduzido por Sérgio Barros, de autoria ignorada.